quinta-feira, 3 de março de 2011

Caio F.

“Um passo para a frente e cem para trás. Retrocessos. Descaminhos. Procuro sinais de algum amor teu. Vestígios de noites passadas. Tu não me vês, estou incógnita a te observar. Como sempre estive, olhando pelas janelas, de longe, coração apertado. Nós poderíamos ser amigos e trocar confidências. Assistiríamos a filmes, taça de vinho nas mãos, e tu me detalharias as tuas paixões e desatinos. Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhe pela manhã aos beijos num hotel em Paris. Caminharíamos pela beira do Sena, e eu te olharia atenta, numa tentativa indisfarçável de gravar o momento e guardá-lo comigo até o fim dos meus dias. Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. Tu dormes, e nos teus sonhos mais secretos, não posso entrar. Embora queira. À distância, permaneço te contemplandoE me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro. Porque tu és o único que habita a minha solidão.”

Aquele momento estranho quando você pensa que alguém está atrás de você:

Papai, eu estou morrendo”.

Estas foram as últimas palavras do garoto Ibrahim de 9 anos, ao ser alvejado por tiros disparados por soldados israelitas.”Eles mataram meu filho a sangue frio”, disse o pai ainda em estado de choque. O pai continua: “primeiro eles nos atacaram e depois chegaram perto de nós. Ibrahim já estava morto então um dos soldados chegou perto do seu corpo, puxou-o pela perna e dando gargalhadas jogou-o para o alto, enquanto outro soldado atirava no corpo do meu menino.Parecia que eles estavam comemorando…As gargalhadas ficavam cada vez mais altas, enquanto eles carregavam o corpo para uma parte mais alta para começarem a festa deles”. Por uma hora, o pai gritava enquanto os soldados israelenses competiam para ver que acertava a cabeça de seu menino.Os israelitas mataram o meu filho, não uma ou duas vezes, mas mil vezes. O que meu filho fez para merecer isso?“Kamal Awaga, pai de Ibrahim, 9 anos, no hospital al Shifa de Gaza.
PORQUE PESSOAS QUE SÃO CAPAZES DE FAZER UMA COISA DESSAS, NÃO MERECEM VIVER! FILHOS DA PUTA! VOCÊS MERECEM MORRER DA MESMA FORMA, OU PIOOR!